quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Infocul Vs BullFest: Pela Tradição e pela Tauromaquia!

O que seria uma festa para famílias e com o objectivo de divulgar algumas das mais importantes tradições portuguesas, acabou por terminar com: os taurinos mais divididos que unidos e os não aficionados a ignorarem o evento. Refiro-me ao Bullfest.

1- O Campo Pequeno é palco de manifestações anti-taurinas em todas as corridas ali realizadas. Neste evento não houve manifestação. Sabem porquê? Porque o evento foi desvalorizado.

2- Pessoas com responsabilidades na festa brava deveriam ter no mínimo alguma cultura geral. Ao invés, e após não lerem a opinião por mim manifestada num artigo, soltaram “pérolas” como: “o Infocul é órgão que faz criticas de música logo não percebe de tauromaquia”, “artigo escrito por um anti-taurino”, “ousider ressabiado que não sabe distinguir uma vaca de um boi”, e mais um sem número de alarvidades.

3- O Infocul é um órgão generalista e com destaque cultural. Já efectuou cobertura a vários tipos de eventos na cultura, na qual a tauromaquia se insere. Ou os taurinos só incluem a tauromaquia na cultura quando lhes convém?

4- Esqueceram-se de fazer uma pesquisa no Infocul, pois caso contrário perceberiam que já escrevemos por várias vezes sobre tauromaquia.

5- Podiam também ter percebido que no Infocul há espaço para todos, dentro da linha editorial.

6-  Não sou anti-taurino. Poderia ser, era um direito que tinha, mas não sou. Sou a favor da manifestação cultural e identitária deste país que é a tauromaquia. Mas será que por esse motivo devo elogiar algo que foi mau?

7- Bullfest é um conceito que pode até resultar, desde que a organização tenha em mente que pode e deve melhorar vários aspectos. Foi tudo mau? Não. Escrevi-o no artigo que assinei.

8- Será que os “acérrimos defensores da festa” já pensaram porque a tauromaquia não evolui há muitos anos? Porque 80% dos agentes nela envolvidos agem como se tivéssemos na década de 80 ou 90. Não se adaptaram aos novos tempos. Não há renovação. Não há inovação. Querem um facto? Os maiores ídolos da afición portuguesa são actualmente artistas espanhóis. A imprensa é mal tratada dentro da tauromaquia. Atenção que falo de imprensa!!! Inovação não é promover algo tipicamente português com um nome inglês sem sentido nenhum. Antes de chegar ao público internacional, é necessário primeiro abranger em maior número o público nacional.
  
9- Pensem no tipo de público não-formado que frequenta actualmente a primeira praça do país (são estrangeiros e não têm obrigação de perceber e entender esta cultura). Mas e nas restantes praças, muitas delas com fracas assistências? Motivo: Maus cartéis e demasiadas corridas para um país pequeno me termos de dimensão. Contudo há algumas excepções à regra e bons empresários. O problema é que quando alguém arrisca em algo novo que resulta, é imediatamente copiado e voltamos a ter sempre a mesma coisa.

10- Todos os textos no Infocul são assinados (também disseram que tinha sido um cobarde não identificado a escrever o artigo de opinião). Basta lerem com atenção.
  
11- 13 mil pessoas foi o número avançado pela Protoiro, em termos de participação no evento. Como foi feita a contabilidade e quais os factos concretos para esta avaliação?

A Festa Brava precisa, urge mesmo, de renovação em todos os seus sectores. Precisa de não ter medo de receber e acarinhar novos públicos. Não pode é sempre que há uma critica, achar que esse alguém é anti-taurino e quer acabar com a tradição.
Rui Lavrador

Fonte: http://infocul.pt

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